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riscos_e_rabiscos

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Crime Hediondo.

 

                                          

 

Abriu alguns telejornais, este Sábado que passou, um crime violento. Um filho esquartejou a mãe, tendo levado as partes do corpo para locais diferentes e guardado a cabeça no congelador.

 

Quando a minha avó veio para Lisboa, não foi imediatamente morar na casa onde passou o resto dos seus dias. Habitou primeiro uma casa na mesma zona, com os filhos.

 

Tinha como vizinha uma senhora de nome Alcina. Sempre conheci esta senhora com o mesmo aspecto, com um ar antiquado, como se tivesse estagnado no tempo. Teve sempre uma vida miserável e infeliz. O marido votava-a de tirania em vez de respeito e amor.

Para fugir a uma realidade cruel, refugiava-se no mundo dos "comprimidos dos nervos". Várias vezes parecia flutuar pelas ruas e o seu alheamento da mundivivência suscitava pena.

 

Um dia o destino olhou para ela e decidiu alterar-lhe o Fado. O marido morreu, ela libertou-se das amarras, rejuvenesceu e descobriu a alegria da vida.

Mudou de penteado, de roupa e de atitude perante a vida e o mundo.  Abandonou o seu ar alheado e adoptou um ar de quem vive pela primeira vez.

 

Recebi a notícia pelo telefone. Foi a minha mãe , chocada, que me deu a notícia. achei inacreditável. Não era uma brincadeira de mau gosto? Era mesmo verdade?

Efectivamente, o filho roubara-lhe a vida de forma cruel e atroz. Chacinou-a, despedaçando-lhe o corpo e a vida.

 

Nem na morte te respeitaram, Alcina. Nem feliz na vida, nem tranquila na morte.

 

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